segunda-feira, 22 de abril de 2013

Monges Tibetanos vieram ao nosso colégio


No passado dia 12 de abril o nosso colégio teve a honra de ser visitado por dois monges tibetanos da Universidade Monástica Gaden Shartse, localizada no sul da Índia. Os monges são apresentados pelo gabinete de Sua Santidade o Dalai Lama e encontram-se em Portugal no âmbito da Tour Mundial Pela Paz Interior 2013, sob a coordenação mundial de Pneuma System e a co-coordenação da INKARRI Associação Multicultural.



Para além da visita às nossas instalações os monges disponibilizaram-se para responder a algumas perguntas dos nossos alunos da Sala de Estudo. Foi uma excelente oportunidade para estes treinarem a sua comunicação oral na Língua Inglesa e conhecerem um pouco melhor a cultura Tibetana e a sua história.



Uma das questões que os alunos quiseram aprofundar mais foi o que é que os monges fazem diariamente no mosteiro. Os monges explicaram que educavam cerca de 400 crianças que foram entregues pelos seus pais ao mosteiro, a partir dos 6 anos de idade (porque os pais não têm condições para os sustentar) e que se dedicavam às práticas budistas. De imediato os alunos quiseram saber o que eram as práticas budistas. Sumariamente os monges explicaram que estavam relacionadas com meditações, orações, cerimónias para promover a paz interior e a educação da mente.



Os educadores presentes ficaram com vontade de incentivar a cultura geral dos estudantes promovendo momentos de pesquisa sobre a  história do Tibete, assim como conhecer melhor a vida do seu Líder espiritual (e líder do governo em exílio), o 14º Dalai Lama que foi o vencedor do Prémio Nobel da Paz em 1989, pelos seus esforços pela libertação do Tibete sem o uso da violência.

terça-feira, 2 de abril de 2013

A harmonia entre autoridade e liberdade – enquanto princípio orientador das vivências nesta instituição


1. Liberdade versus Autoridade?

            Para Savater (1997), citando Hegel, «ser livre não é nada, tornar-se livre é tudo». Segundo este autor a liberdade é uma conquista.“Nenhum dos seres humanos é «livre» se por tal entendermos ser capaz de inventar-se completamente a si mesmo apesar da sua herança biológica e das suas circunstâncias ambientais […].”
            Por outro lado é importante darmo-nos conta da profundidade da relação entre estes dois conceitos, que talvez não exista liberdade sem autoridade, um conceito não exclui o outro, mas acompanha-o como referem Reboul (2000) e Cabanas citando Reboul:

                                     E o verdadeiro debate não é entre uma liberdade e uma 
                                     autoridade igualmente abstratas,  mas entre as diferentes figuras de 
                                     autoridade: qual é a mais apta para educar, isto é, para formar liberdade? […]
                                     [o fito da educação] é permitir a cada qual aprender por si mesmo 
                                     dispensando o professor, e ir do constrangimento para o 
                                     auto-constrangimento ser maior.
                                     (Reboul, 2000)

                        « […] não significa simplesmente contradição, mas também oposição
                        de duas leis, quer dizer, de duas regras, cada uma das quais pode
                         reivindicar com justiça a nossa adesão. Desconhecer uma destas
                        duas regras opostas será uma violência arbitrária do espírito, um dogmatismo.» 
(Cabanas, 2002)

            Para que os alunos não se prejudiquem a si e aos outros tem que haver referências de autoridade, regras a cumprir e constrangimentos para quem não os cumpre. Porém, o objetivo da autoridade é a integração social e o convívio harmonioso entre todos, não é que fiquemos dependentes dela e deixemos de atuar de determinada maneira com medo de sermos castigados, mas com a responsabilidade e consciência de porque é que não o devemos fazer, como refere Kant, citado por Cabanas:

                                    […] Como cultivar a liberdade pela coação? Devo acostumá-lo 
                                    [educando] a sofrer uma coacção na sua liberdade, e ao mesmo 
                                    tempo devo guiá-lo para que faça um bom uso dela. Sem isto tudo 
                                    é um mero mecanismo e uma vez acabada a sua educação não 
                                    saberia servir-se da sua liberdade. (Cabanas, 2002)

            Como fim, será ter um sentimento de autoridade e liberdade implícitos pelos quais nos vamos regulando. Essa autonomia pode e deve ser potenciada em educação, como veremos mais à frente.

(...)
           Foi com a intenção de querer ser um estabelecimento de educação de referência, e não autoritário, que este colégio se inspirou na pedagogia do modelo do Movimento da Escola Moderna (que teve a sua origem na década de 60):

                        O Movimento da Escola Moderna é uma associação de profissionais de 
                        educação que se assume como movimento social de desenvolvimento 
                        humano e de mudança pedagógica. Propõe-se construir respostas contemporâneas 
                        para uma educação escolar intrinsecamente orientada  para valores democráticos
                        de participação direta através de estruturas de cooperação educativa   (www.movimentoescolamoderna.pt).

            Foi há cerca de 10 anos que o nosso colégio sentiu necessidade de trazer para a sala de aula e escola a vivência em comunidade. Era importante que os alunos percebessem que a vida da escola ou da sala seria muito semelhante àquela que teriam em sociedade quando crescessem. Daí a importância de proporcionar-lhes vivências concretas de exercício de democracia, intervenção, participação comunitária e social. Estes e outros valores, para além de serem construídos através da reflexão em assembleia ou conselho de turma ou do estudo autónomo, são vividos no dia-a-dia da turma, na escola e em determinados momentos em casa. O professor não é visto como o centro do saber, mas como um orientador do processo de aprendizagem e uma referência no relacionar dos saberes.

            Tem sido muito interessantes e enriquecedoras as reflexões que este modelo pedagógico tem possibilitado, tanto com os encarregados de educação como com a restante comunidade educativa. A relação entre liberdade e autoridade está muito presente como mote para a reflexão sobre os valores que se pretende construir no colégio. Somos seres imperfeitos à procura do equilíbrio entre perfeição e imperfeição e por isso muitas vezes caímos nos extremos do fundamentalismo que nos cega. Por isso para o nosso desenvolvimento moral enquanto instituição e profissionais da educação é tão importante a partilha, com outros colegas, de medos, de inseguranças, mas ao mesmo tempo de estratégias e possíveis soluções.

            O modelo do movimento foi um ponto de partida, porém a nossa curiosidade e vontade de chegar mais fundo nestas questões, não se esgota nele. Têm sido muito importantes as leituras e pesquisas que temos feito de outros modelos de trabalho semelhantes nos Estados Unidos, por exemplo: Organizações que investigam as relações interpessoais no contexto educativo, partindo da clarificação de valores (de Raths); ou a vivência em comunidades justas (com base na teoria cognitivo-desenvolvimentista, de Kohlberg).

            Assim, neste colégio tanto os adultos (como os alunos uns com os outros) procuram ser referências de autoridade, construída em contexto educativo. Assumimos, obviamente, que por sermos seres imperfeitos, algumas vezes, ainda derrapamos, infelizmente, para o autoritarismo. É por isso que tanto o pessoal docente como não docente procuram frequentar formações com vista à construção de uma estrutura pessoal, que os ajude a compreender a rebeldia ou desinteresse de alguns alunos, sem associar a faltas de respeito. Procuram perceber as suas motivações, apropriando-se de mais estratégias e serenidade, que lhes permitam exercer a sua autoridade sem se descompensarem, ao usarem um tom de voz ou expressão corporal desadequados.




Texto redigido por:

Marta Chumbinho
Assessora da Direção


Suporte Bibliográfico
Altarejos Masota, F. et al. (1991-98). Filosofia de la Educación Hoy (pp. 72-73 e 360). Madrid: Dykinson.

Cabanas, J. (2002). Teoria da Educação: Concepção antinómica da Educação. Porto: Edições Asa.

Reboul, O. (2000). A Filosofia da Educação (pp.53-61). Lisboa: Edições 70.

Savater, F. (1997). O valor de educar (pp. 67-81). Lisboa: Editorial Presença.





quarta-feira, 13 de março de 2013

Projeto Educativo 2012-2015


" O presente Projeto Educativo de Escola destina-se ao Colégio da Tapada das Mercês, instituição particular de ensino integrado, com as valências de Creche, Jardim de Infância e Primeiro Ciclo do Ensino Básico. Tem como finalidade regulamentar a filosofia de trabalho da instituição, incidindo sobre a componente pedagógica, clarificando as opções teórico-práticas que orientam a intervenção dos docentes e de todo o pessoal que trabalha na instituição.
De um modo geral, a lógica social e relacional com as crianças e entre profissionais nesta instituição de ensino estabelece-se numa linha de socio-construção cooperada, em que todos os elementos se devem integrar e ser integrados, de forma exigente, responsável e adequada às especificidades de cada um, na gestão das práticas diárias de trabalho.
Este documento está organizado em vários capítulos; começa com a descrição dos princípios fundamentais da instituição e segue-se uma breve caracterização do contexto educativo. Após essa apresentação inicial, identificam-se os problemas a resolver, seguidos dos objetivos, bem como do respetivo plano de ação.
Para finalizar, descrevem-se as modalidades de avaliação praticadas no colégio nas diversas valências, bem como o impacto das mesmas para a avaliação deste Projeto, concretamente. "
in Projeto Educativo - Colégio da Tapada das Mercês 2012-2015 

Para consultar o nosso novo Projeto Educativo aceda ao seguinte link:


quinta-feira, 7 de março de 2013

50% de desconto nas inscrições em 2013

O nosso colégio vem por este meio informar que estão abertas as inscições para a próxima época escolar 2013/14. 

Tendo em conta a situação financeira da generalidade da população do nosso país e para que a educação de qualidade dos nossos filhos continue a ser uma realidade, este ano o colégio oferece 50% de desconto nas inscrições realizadas em 2013 na Creche, Jardim de Infância e 1º Ciclo. Assim, o valor da inscrição de €200 passa para €100.

Visite-nos para mais informações e passeie pelo nosso blogue para contactar com algum do nosso trabalho...

Atentamente,

A Gerência










 

 

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Roda dos Alimentos - 2º ano

“Eu e o Martinho tivemos a ideia de colocar estes trabalhos no blogue do colégio para que o meu pai, que está a trabalhar em Angola, pudesse ver. Um beijinho pai, espero que gostes deste trabalho que te vou mostrar.” (Inês, 2º ano, 2012/13)



Depois de trabalharmos umas receitas a professora sugeriu que estudássemos a Roda dos alimentos para conhecermos melhor:

-         a variedade dos alimentos;
-         os cuidados de preservação dos alimentos;
-         a que grupos pertencem e porque temos que os usar na nossa alimentação.



Então decidimos que alimentos cada um podia fazer e reproduzimos com massa de modelar. Para dar mais vida à roda trouxemos alguns alimentos secos de casa. Toda a turma participou nas atividades de modelagem, pintura, colagem e redação de textos para o livro e cartaz. A professora Sónia colaborou connosco nos retoques dos pormenores.



Mas achámos que fazer só a roda não chegava, parecia que o trabalho estava incompleto. Faltava apresentar todos os alimentos que pertencem a cada grupo e quais as vantagens para o nosso corpo. Então, pesquisámos informação no nosso livro de Estudo do Meio, recortámos imagens de revistas, fizemos desenhos dos alimentos e aproveitámos informação de uns apontamentos da professora. Com todo esse material construimos um cartaz e um livro.


Cartaz – serve para apresentar os cuidados que devemos ter com os alimentos e como deve ser a nossa alimentação.





Livro – o objetivo é explicar o que é cada grupo, o que nos dá (vitaminas, proteínas, fibra, cálcio, etc)


Gostámos tanto de fazer este trabalho, achámos que estava tão bem organizado que decidimos apresentá-lo a todos os meninos e meninas do Jardim de Infância e do 1º Ciclo. Quisemos partilhar o nosso conhecimento com os outros, para que todos pudessem aprender como nós.



Autores:
Inês 2º ano 2012/13
Martinho 2º ano 2012/13
professora Marta Chumbinho





terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Fazer sinos e flores com a mãe do Bernardo do 4º ano


Todos temos os nossos dons e os nossos pais não são exceção. Como a mãe do Bernardo (Isa) tem muito jeito para trabalhos manuais, a professora Mónica convidou-a para fazer um trabalhar connosco. Então em novembro, a Isa desafiou-nos para fazer sinos e flores com materiais reutilizáveis, para a Árvore de Natal do colégio. Estes foram feitos a partir de garrafas de plástico de refrigerantes.


A parte de cima da garrafa serviu para fazer o sino e com a parte de baixo fizemos uma flor.



A Isa deu-nos aulas em dois dias diferentes.


No primeiro dia começámos por pintar o sino. Nem todos os alunos celebram o Natal, logo usaram outras cores não típicas do Natal, assim como desenhos relacionados com outros temas.

Depois fizemos uns furos para colocar o fio no topo do sino com um ferro de soldar.

Esta máquina serve para cortar cartolina em diferentes formas. Nós escolhemos a forma de flor.
 O Bernardo ensinou-nos a usar esta máquina especial, pois era necessária alguma força e perícia.

No dia seguinte a Isa voltou e depois dos sinos estarem secos começámos a decorá-los com as canetas de relevo.




Colocámos um laço e o fio para pendurar os sinos.



Quando acabámos os sinos passámos para as flores. Com uma tesoura fizemos a forma da flor  na parte de baixo da garrafa. Cortámos a pétalas em forma de triângulos.  A Isa queimou com um fósforo as pontas das pétalas e acertou com a tesoura o seu formato.
No fim, pintámos a parte da garrafa da flor, colámos a flor de cartolina no meio, decorámos com brilhantes e as canetas de relevo. A cabeça de um pionés serviu para fazer o olho da flor.

Texto elaborado por:

Bernardo 4º ano
Filipa B. 4º ano
Porfessora Marta Chumbinho

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Desenhos Animados de Carnaval

Os alunos da Sala de Estudo, do 5º e 6º anos, criaram animações alusivas ao Carnaval. Os programas utilizados foram o Paint e o UnFREEz.

Ao clicarem em cima da imagem poderão vê-la ainda maior.
Esperamos que se inspirem com estes trabalhos tão divertidos de realizar e de ver!!


André - 6º ano




Catarina - 6º ano




Gonçalo - 6º ano




 João - 6º ano


Maria- 5º ano




Pedro- 6º ano